quinta-feira, 29 de março de 2012

Episódios de Terror do Chapolin


Por Chimpa

O personagem Chapolin estreou como um quadro dentro do programa Chespirito nos anos 70 no México. Criado e interpretado por Roberto Gomez Bolaños, rapidamente se tornou um sucesso até hoje, em especial na América Latina. O assunto deste post é sobre os episódios "de terror" do Chapolin que sempre admirei. Como acabei conseguindo a série completa em fan-DVD (pelo menos os que passaram no Brasil) acabei resolvendo fazer uma listagem e resenhas dos episódios que flertam com o terror e o sobrenatural. Não coloquei na lista episódios que ao meu ver teriam mais a ver com fantasia (o da bruxa Baratuxa, por exemplo) e com ficção-científica (o dos marcianos, o bebê jupteriano e tantos outros). Comento principalmente os que foram exibidos no Brasil.





O Vampiro (El Vampiro, 1972) -esquete

Eu costumo dizer que este é um dos meus episódios favoritos do Chapolin, isso porque quando era pequeno ele passava poucas vezes e sempre achei bem nonsense. Tudo começa quando uma jovem (Maria Antonieta de Las Nieves, a Chiquinha) é atacada por um vampiro. Ao gritar, acorda seu pai (Ramón Valdez, o Seu Madruga). Com medo do vampiro, acabam chamando o Chapolin Colorado (Roberto Gomez Bolaños) que tem que derrotar a criatura das trevas. O que eu achava e acho mais legal é o fato de como esse episódio é pobre e por isso mesmo muito engraçado. Em primeiro lugar o eu nunca tinha visto um vampiro careca até então! O episódio ainda inaugura gags que se tornariam recorrentes, ainda mais nesses episódios de terror: a passagem secreta nas paredes e o monstro deitado na cama coberto pelo lençol. O modo como Chapolin derrota o vampiro é hilária. Ele adianta os ponteiros do relógio e o dia amanhece! "Você é o máximo Chapolin!" Diz, o Seu Madruga no fim.



La Casa de Los Fantasmas (1972) esquete

Uma menina (De Las Nieves) e seu pai (Valdez) compram uma casa. A menina está excitadíssima, pois a venderam como sendo uma casa asssombrada, só que lá nada acontece. É só o Chapolin aparecer que coisas estranhas passam a acontecer como objetos levitando e aparições de fantasmas


La Llorona (1972) esquete

Num cemitério à noite, um coveiro (Valdez) está tranquilamente trabalhando quando ouve um choro de mulher. Quem aparece é a Chorona (De Las Nieves) que pergunta onde estão seus filhos. Assustadíssimo, o coveiro pede ajuda ao Chapolin já que a lenda diz que quando a Chorona aparece, os cadáveres se levantam. Não dá outra e já aparece um zumbi (Villagran) pra atazanar o Vermelhinho. Também conta com um eficiente clima que conta com a lenda da Chorona, bastante famosa nos países de língua espanhola. Infelizmente esse episódio nunca foi exibido no Brasil. É nele que há também um ótimo diálogo entre o Chapolin e a Chorona.

"Não quer trabalhar numa telenovela?"
"Sou a Chorona"
"Por isso"

Teve um remake 10 anos depois  muitíssimo inferior.


As Pirâmides do Egito (Una Mumia Bastante Egipcia, 1973)



Chapolin já havia se tornado um seriado com 20 minutos de duração. O episódio já começa
com uma piada fantástica. Ao mostrar cenas reais (tiradas de algum documentário) das pirâmides do Egito, o narrador diz: "Durante anos, pesquisadores tentaram descobrir como as pirâmides foram construídas. A solução mais provável é: quem sabe?". Aqui, um "grupo" arqueológico (Ramon Valdez, Florinda Meza - a Dona Florinda- e Carlos Villagran, o Kiko) adentram uma pirâmide do Egito, se deparam com um sacerdote egípcio (Ruben Aguirre, o Prof. Girafales) que diz que se entrarem na pirâmide serão amaldiçoados pela múmia (essas coisas clichês de filmes de múmia) Quando pensam em dar no pé, Villagran acaba sendo raptado pelo sacerdote, o que obriga os dois a entrarem na pirâmide para resgatá-lo. Claro, com a ajuda do Chapolin Colorado. Quase todo o primeiro ato se passa na entrada da pirâmide, e por isso mesmo é divertido quando entram na pirâmide acompanhados de uma trilha sonora macabra (muito boa a trilha que toca quanto eles entram na sala dos mortos). A presença da múmia também é clássica. Destaque para o diálogo entre o sacerdote e Chapolin, ao compararem seus bíceps: "Veja, as pirâmides do Egito."/ "Veja, o colosso do Ceará!". Ah, estou querendo saber qual é a música que toca quando eles entram na pirâmide. Quem souber, dá um toque (ui!).


A Casa Mal Assombrada - 1ª VERSÃO (En la casa del fantasma, hasta los muertos se asustan, 1974)




Nessa primeira versão de um episódio da Casa Assombrada, Carlos (Villagran) e sua esposa (Meza) recebem como herança do avô falecido dele uma mansão caindo aos pedaços. A única coisa que os impediria de receber o imóvel seria a quebra de uma cláusula do testamento que seria a de passar uma noite na casa. Apesar da mansão caindo de velha, aparentemente não há nada a temer, até que estranhos personagens e situações assustadoras dão o ar de sua (des)graça. Como vários outros episódios da série, esse da casa assombrada teria um remake mais tarde com mais recursos e uma troca de personagens. Essa primeira versão é a minha preferida, com um clima de filme de terror, momentos antológicos e personagens idem. Impossível de esquecer da "Louca dos Dinossauros" (Angelines Fernandez, a bruxa do 71) que cisma que há dinossauros e dragões fazendo ninho na chaminé : "Um é roxo com bolinhas amarelas... E com placa de Santos!"(no original é com "placa de Guadalajara"). O episódio ainda conta com o mordomo feito por Ramon Valdez com olheiras e sempre carregando um candelabro. Entre os momentos antológicos há ainda a cadeira de balanço que começa a se balançar sozinha - " Olha, uma cadeira de balanço automática!", o esqueleto que aparece no sofá, sem contar o eficiente clima de terror com uma casa sem luz, cheia de teias de aranha e ilumiada pela luz dos relâmpagos e velas. O final conta com um esqueleto voando pelo cenário no melhor estilo William Castle!


A Mansão dos Duendes (La mansión de los duendes, 1975)

Carlos (Villagran) estranha quando esposa (Meza) pede que se mudem da casa que acabaram de comprar. Isso porque a mulher está vendo pequenos duendes espalhados pela casa (olha só, bem antes da Xuxa!). O marido, cético, não dá ouvidos até que as coisas se complicam a ponto de chamarem o Chapolin. Esse é outro episódio eficiente, usando pouca luz pra criar um clima de mistério. A apresentação do personagem de Ramon Valdéz é tétrica. A porta da casa é aberta e ele está do outro lado da rua, misterioso e iluminado pelos flashes dos relâmpagos. O estranho revela que duendes adoram "água de Jamaica" (?!?!). Chapolin tem que intervir e lutar contra os pequenos duendes que são fantoches engraçadíssimos. Tem um fantoche de um diabinho que é sinistro, eu tinha um medo danado dele! Nos anos 80 foi refilmado como esquete e trazia a mesma trama, com atores diferentes nos papéis.


O Tesouro do Pirata Fantasma (El fantasma del pirata, 1975)

Ao ficar com o carro sem gasolina no meio do nada, uma mulher (Meza) com cabelo afro loiro (!!!), procura abrigo numa cantina abandonada. Lá conhece um palerma (Villagran) que diz estar procurando um tesouro enterrado. Diz ainda que é tatatatatatatatatatatatatata-taraneto do pirata Alma Negra (Valdez) e recebe dicas de onde está o tesouro do fantasma do falecido. É outro episódio que se utiliza bem da iluminação e fotografia. As aparições do pirata são memoráveis. O pirata Alma Negra já havia enfrentando o Chapolin em um episódio anterior, só que daquela vez estava vivo.



O Abominável Homem das Neves (El misterio del abominable hombre de las nieves, 1976)

Numa cabana na montanha durante uma tempestade de neve, um casal (Villagran e Meza) resolve se abrigar. Só que não contavam com a presença de um ser estranho, um Ieti (Valdez). Aqui a boa utilização da cenografia e iluminação se faz presente novamente. A tempestade de neve e o som da ventania ajudam a criar o clima e a cena em que os personagens comentam o que estão vendo através da janela (sem que a câmera mostre) me lembram aqueles filmes das antigas em que tudo era mais sugerido: "Olhe, uma criatura... Parece metade homem metade animal". Engraçado mesmo é ver o Seu Madruga com uma maquiagem toda branca e uma roupa de pelúcia! A dublagem brasileira usou uma música da trilha sonora original de "A Hora do Pesadelo 4" para sonorizar esse episódio. Ficou bem mais sinistro.



De acordo com o Diabo (El Chirrín Chirrión del Diablo, 1976)

Muitos não consideram um episódio de terror, mas eu acho que pode ser incluído sim, ao contrário de outros episódios como o "Louco da Cabana" e "Não te enrugue couro velho que te quero pra tambor" que muitos fazem questão de inserir na lista. É uma paródia do livro Fausto de Goethe. Aqui, o Dr. Fausto (Bolaños) um velhinho senil, é apaixonado pela sua criada Margarida (Meza), só que a bela e jovem moça nem dá bola pro velhinho. Cansado de ser rejeitado, ele recebe a visita do diabo Mefistófeles (Valdez). O diálogo é clássico: "Você não tem idéia de quem eu sou - diz o diabo- Veja, tenho dois chifres e um rabo." E  Fausto pergunta: "Você é um boi?". No fim das contas, Fausto aceita o trato e ganha de presente uma varinha mágica, o "Chirrin Chirrion do diabo". Quando ele quer algo diz a palavra mágica Chirrin, quando não quer mais, Chirrion. O episódio tem um clima soturno ,mas que poderia ser melhor já que outros episódios que não são nem de terror, (como o das pulgas amestradas) faz melhor uso da iluminação.  Tem a própria presença do esquerdinha, por isso acabo considerando um episódio de terror.


A Casa Mal Assombrada - 2ª VERSÃO (En la casa del fantasma hasta los muertos se asustan, 1976)

Este é a segunda versão de um episódio da casa assombrada, sendo um remake do episódio de 1974. Aqui a trama e as situações são as mesmas, só há uma troca de atores para certos personagens. Sai a "louca dos dinossauros" de Angelines Fernandes e entra um personagem parecido, desta vez feito por Ramón Valdez. O personagem do mordomo desta vez é feito por Ruben Aguirre, o Prof. Girafales. É nessa versão que há o personagem sinistro do Monge Louco (ou "Longe Moco", como diz o Chapolin na hora do pavor). Novamente há o eficiente clima de mistério e não podemos nos esquecer do efeito sonoro daquele lobo uivando, que tinha nos filmes da Hammer. Clássico!


Perdão, é aqui onde vive um morto? (Perdón, aquí es donde vive el muerto?, 1977)

Neste remake de um episódio homônimo de 1974 e inédito no Brasil, um cientista louco (Villagran) criou um monstro que para se manter vivo, deve sugar o sangue de belas jovens. Quando uma moça (Meza) se perde no cemitério, pede ajuda ao Chapolin. Este é um dos episódios que mais flerta com o horror, inclusive com esse detalhe macabro do morto ter que se alimentar de sangue. Quem interpreta o morto provavelmente é Ruben Aguirre (o prof Girafales) que usa a todo momento uma máscara de Frankenstein. O nome do cientista maluco, inclusive é Lopestein que segundo um personagem é "primo do Dr. Frankestein, mas nasceu em Pirapora" Hahahhaha.O cenário do cemitério é bem realizado, com direito a um túmulo que é uma passagem secreta para um laboratório no subsolo. Hilária é a dublagem do Seu Madruga, que mesmo de poncho e sombrero, tem sotaque de Minas Gerais, uai!


Riacho Molhado ( El fantasma del piel roja, 1977)


Remake de um esquete dos primórdios da série. Numa cabana nas montanhas (Evil Dead style) uma mulher e seu pai (Meza e Edgar Vivar, o Sr. Barriga) são aterrorizados por um fantasma de um pele vermelha, o terrível Índio Riacho Molhado (Villagran). 





Nós e os Fantasmas (Más vale 100 fantasmas volando que uno en la mano, 1978)

Num teatro abandonado, uma jovem atriz (Meza) resolve procurar emprego. Lá conhece um misterioso homem (Valdez) que diz ser o diretor de teatro Massimo Tortura (que nome genial!) que rapidamente a contrata. Estranhando o local, a atriz passa a explorá-lo e descobre estranhos tipos como o zelador ancião (Aguirre), um ator meio louco (Villagran) e um cadáver que aparece em diversos lugares (Horacio Bolaños, o Godinez). Parte do episódio foi filmado num teatro real, o que ajudou no clima. As cenas das "aparições" dos fantasmas e as gags com o cadáver são divertidas, mas falta um clima maior de mistério.


O Lobisomem (Al hombre lobo le hacen daño las caperucitas verdes, 1978)


A trama é praticamente a mesma do episódio do Abominável Homem das Neves, inclusive Ramon Valdez interpreta o vilão. Um casal de mochileiros (Meza e Villagran) se perdem na floresta e decidem passar a noite numa cabana, mas o misterioso caseiro (Aguirre) os adverte que é lua cheia e em breve aparecerá o Lobisomem. A ajuda do Chapolin se torna inevitável. A pouca duração do episódio (14 min em média), tira grande parte da graça e o confronto entre Chapolin e o Lobisomem não é muito interessante. Mas novamente tem a favor o clima e os efeitos sonoros.




Menção Honrosa:
O Show deve continuar Parte 1 (La función debe continuar pt1)

O "Show Deve Continuar" foi uma série de 4 episódios onde se fazia uma homenagem ao Cinema. Um velhinho aposentado (Valdez) está triste porque o estúdio cinematográfico onde trabalha será vendido para dar lugar a um condomínio. Inconsólável, chama o Chapolin somente para juntos fazerem um tour no estúdio e relembrarem os filmes que foram feitos lá. Há homenagens a Chaplin, Gordo e o Magro, Jerry Lewis e muitos outros, além de paródias de Cleópatra e até de Quo Vadis! A primeira parte da série por incrível que pareça não foi exibida no Brasil. Mas é aqui em que há um esquete onde homenageiam Frankenstein e seu ator, Boris Karloff. Ruben Aguirre interpreta o monstro, que aqui se atrapalha todo para destruir uma piñata.




O interessante dos episódios de "terror" é que em todos eles há uma desmistificação dos vilões. Em todos (com exceção de "Perdão, é aqui onde vive um morto?" e "Panchostein"), há sempre uma revelação que mostraque todos os elementos sobrenaturais na verdade são forjados.

Na esquete O Vampiro, é revelado no último momento que o sujeito não era um vampiro e sim um louco fugido do manicômico que pensava ser um vampiro. O raiar do dia, portanto o derrota por agir em sua loucura e não pelo fato de ser realmente um vampiro.  Em outra esquete La Casa De los Fantasmas o pai da menina confessa que usou truques eletrônicos para que a obsessão em ver fantasmas da filha acabasse. Em ambas as esquetes da Chorona, ela e seu filho zumbi revelam que tudo era uma brincadeira para testar a coragem do Chapolin.

Em As Pirâmides do Egito, o sacerdote é um salafrário que roubou a múmia original, sequestrou o personagem de Carlos Villagran, o dopou  e o vestiu como múmia. Em ambas versões da Casa Mal Assombrada os antagonistas são moradores antigos do casarão, que por serem pobres não querem perder o local onde moram. E em ambos os episódios, recebem o perdão dos donos da mansão e podem ficar com a casa. Na esquete de 1980, o motivo é outro: assustavam os hóspedes da mansão para roubarem suas posses. Em O Tesouro do Pirata Fantasma, é revelado que o tal fantasma era fruto da imaginação dos presentes, uma espécie de ilusão coletiva maximizada pelo clima do local e pelas lendas que o circundavam. O fim de A Mansão dos Duendes revela que o personagem de Valdez usava fantoches eletrônicos que se passavam pelos duendes, para afugentar os moradores e comprar a casa por um preço mais barato do que realmente valia. Em Nós e Os Fantasmas, Riacho Molhado, O Lobisomem e O Abominável Homem das Neves os antagonistas são atores travestidos dos personagens seja para garantir a posse de um teatro, para vender fotos do lobisomem ou para que houvesse uma maior incidência de turistas em certos locais. Não analiso De Acordo Com o Diabo, já que por ser uma paródia de uma obra existente (Fausto, de Goethe), ele teve que de uma forma ou outra ficar preso ao livro e à figura do Mefistófeles. Além disso, a história de Fausto era contada pelo Chapolin dentro de um episódio "normal" do seriado que era sobre ganância e poder. "Perdão, é aqui onde vive um morto?" Não tem seu final  exibido pelo SBT,mas consegui assisti-lo pelo Youtube e é só uns segundos a mais. Os créditos se desenrolam e não há uma revelação sobre o monstro, então se pode afirmar que o Chapolin enfrentou um monstro de verdade da mesma forma que na esquete Panchostein.

Curioso é que em outros episódios do Chapolin, como nos episódios de "ficção científica" ou de "fantasia", as situações anormais são mais aceitas. Por isso mesmo, o Chapolin realmente enfrentou marcianos, venuzianos, discos voadores, bruxas e etc. Mas nunca lobisomens ou fantasmas "de verdade". Alienígenas e bruxas são mais aceitos que os personagens de horror. Curioso não é?
Parafraseando aquela fala do Chapolin: "Eu não acredito nos mortos, eles são muito mentirosos".


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Termino esse imenso post com dois esquetes que eu não havia visto até pesquisar: um esquete de 1970, também chamado de EL VAMPIRO dessa vez com Ruben Aguirre como o vampiro (e ao que parece é um vampiro de verdade). E também PANCHOSTEIN, uma versão cômica de Frankenstein.

Também criei uma lista de reprodução no Youtube com a maioria dos episódios que resenhei:
http://www.youtube.com/user/tipoc#grid/user/C61B8F0C5C1EBDFD



EL VAMPIRO




PANCHOSTEIN





domingo, 25 de março de 2012

Crítica - Ação Magazine Nº 02


Olá você!
Quanto tempo desde a crítica do primeiro número, não?
Sabem, eu acompanhei a Ação Magazine pelo Facebook e por outras mídias desde aquela época. Fiquei sentido quando soube do rolo que realmente aconteceu com o autor de Arcabuz, desde esse dia abandonei o grupo no Facebook.

 
Dou uma olhada no grupo de vez em quando e as coisas estão quase do mesmo modo de quando eu o abandonei: gente perguntando da revista e um sem-número de usuários que querem ser publicados, a despeito de terem lido ou não a revista.
Ok, sendo justo, pelo que vejo ali, a maioria NÃO LEU a revista e nem quer ler. Querem ser publicados, ter seus 15 minutos de fama e daí adeus para todo sempre.
Michel Borges, eu não sabia que o senhor tinha tantos clones, sabia?
Enfim, eu deveria ter escrito essa crítica faz tempo, me recordo que recortei os comentários que fiz de cada uma das outras histórias na crítica ao número 1 e mandei para cada um dos e-mails dispostos no site, na vã esperança que algum artista pelo menos respondesse.
Ah, como eu sou ingênuo!
Que o Alexandre Soares ( Alex Lancaster ) não me responderia isso eu sabia. Idem para o Sr. Will Walbr, autor de Madenka, que gentilmente me bloqueou no Facebook, afinal de contas, não sou digno de ver o que ele tem a dizer.
Agora, nenhuma resposta do pessoal de Tunado? Nada do pessoal de Jairo, que foi a história que eu mais gostei?
É, pelo visto o Lancaster baixou ordem geral lá pra não responderem nada de ninguém que tivesse vínculo com o Zé Roberto.
Ei preta véia, valeu hein? Por essas e outras prefiro comentar coisas do pessoal novato do que dessa ralé que “ai, eu publiquei impresso, sou foda, rs.”
Sei...
Bom...*estala o pescoço* Bora pras críticas? Acho que já expurguei um pouco meu mimimi de ressentido(a).
Avisando desde já que a crítica está recheada de SPOILERS, quer dizer, eu falo mesmo o que acontece na história, se não quiser ler, não leia.
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Madenka – Capítulo 2: Vocês devem se recordar que no último capítulo teve um gancho leve, levíssimo por sinal, mostrando que o Afrânio-Afrânio não tinha sido vencido completamente, né?
Pois é, ele volta no capítulo 2, cheio de graça para acabar com a raça do Madenka. De quebra, ele ataca a cidade onde o Madenka mora e o garoto e o Batala, o porco-do-mato mestre dele tem que se virar para segurar o dito cujo.
E como você deve imaginar, eles conseguem.
Uma coisa a ser considerada com respeito ao primeiro capítulo é que Madenka manteve o nível de ação do primeiro número, mesmo com menos páginas.
Bem, eu ainda não simpatizei com Madenka. Por enquanto, minha postura perante a mesma continua sendo a mesma do capítulo 1: apatia.
Eu poderia ficar mais contente especulando sobre o que pode acontecer ou temas a serem abordados, como ocorre em Tunado, mas lendo o 2º capítulo de Madenka ainda não tive um estalo, uma idéia, algo que possa me animar a pensar sobre.
Ah, revelado que a menina lá amiga do Madenka, a Vaina é mesmo menina. Tinha batido uma dúvida brava no número 1 acerca do sexo dela. Eu sei que é um personagem secundário, mas tu ver uma menina batendo bola e nenhum personagem comentar o gênero da menina numa linha que fosse, deixou isso obscuro.
Enfim, veremos se as coisas mudam. O final do capítulo 2 deixa claro que Madenka e Batala vão deixar a cidade e meter o pé no mundo, indo viver aventuras. Talvez a história melhore.
Se bem que senti pela falta da Sienna, a loba-guará cover da Lara Croft nessa edição. Eu achei ela uma boa personagem, mas bem, o Will manda no roteiro, né?
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Tunado – Capítulo 2: Eu tinha comentado na última crítica que Tunado não tinha me chamado a atenção, PORÉM ele possui uma temática mais madura que Jairo e isso pode render histórias mais interessantes que o simples racha de carros pela madrugada.
Nesse capítulo surge um novo adversário para competir com Daniel, o cara é um canalha, isso nota-se de longe e quando ele desafia Daniel para um racha é que vemos o nível do cidadão, chamado Carlos.
“Você é um covarde como seu tio?”
Cara!
Eu gostei desse personagem. Fica claro que vai rolar um racha na edição 3 e que dessa vez, Daniel vai precisar bem mais que um drift para vencer.
Paralelamente, o pai de Daniel está investigando corridas ilegais com ajuda da polícia, o interessante é que o pai de Daniel é delegado.
Quer dizer, embora não pareça, o cerco está se fechando e mais cedo ou mais tarde o pai de Daniel irá trombar com o próprio filho.
Promete, ah, promete!
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Jairo – Capítulo 2: Deveriam mudar o nome da história de "Jairo" para "Ivan", talvez.
Eu comentei que a presença do Ivan no primeiro capítulo saturou, não se sustenta mais. Era pra ele ter sumido no número 2.
Entendam, ele tomou uma senhora surra do Jairo. Sangrando, arrebentado.
Covardes como ele não ficam no pé do alvo em si, eles deixam pra lá, partem pra outra ou arrumam mais gente pra revidar.
Entendam, Ivan é um covarde!
Mas parece que vocês simplesmente ignoram isso e fazem essa forçada, essa mentira de segurar o Ivan perto do Jairo porque o Ivan é o "bandidão" que deve ser vencido pelo Jairo.
Mas lol, ele JÁ venceu.
De novo, não tinha necessidade de colocar o Ivan espancando o Vitor.
O que acontece depois? Jairo dá outra surra no Ivan e pfff, credo!
Sinceramente, espero que vocês me surpreendam pelo menos até a Ação Magazine número 4.
Se rolar alguma coisinha na Ação 3, melhor. Porque estou com uma impressão muito ruim de Jairo.
Eu gostei da história, entendem? Eu a acompanharia com prazer, mas esses erros bobos me irritam.
Eu perdoô a arte do Altair Messias, eu quero é ler uma história legal. Só isso. Pensei que Jairo poderia ser essa história, será que estou equivocado?
O número 3 e o número 4 vão ser minha resposta, sei disso.
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Bem, além das 3 aventuras que se iniciaram na primeira edição, as estréias da Ação Magazine são Rapsódia e Expresso.
E é delas que falarei agora.


Expresso, por Alexandre Lancaster ( Roteiro e Arte. )

A Mara, do site Mais de Oito Mil, comentou que as artes de Alexandre Lancaster para Expresso parecem antigas demais, retro demais, mesmo sendo uma história que fala de um começo de século com máquinas a vapor, inventos diversos e o Brasil ainda com suas tensões internas.
O personagem principal, Adriano, é um dos chamados "jovens inventores". Sua criação são braços e pernas mecânicos movidos a vapor. Adriano salva da Guarda Nacional um casal de camponeses e vai com eles para a cidade. Lá ele fica sabendo que existe uma disputa entre dois coronéis pelo controle da cidade.
Correndo em paralelo, misteriosos raios tem caído na cidade, matando pessoas e isso com o céu limpo.
Adriano é convidado pelos dois coronéis a tomar partido de um lado e tentar destruir o outro. Claro, ele não concorda com a situação e decide descobrir o mistério dos raios e dar um fim na disputa entre os dois malfeitores.
Spoileando agora, Adriano consegue, mas ao custo de mais mortes e a descoberta de um romance proibido entre os filhos dos coronéis.
E mesmo esse amor é apenas pretexto para mais mortes.
Gente má engolindo gente má é isso que mostra esse primeiro capítulo de Expresso.
Particularmente falando, eu gostei da história e das reviravoltas. A parte com a explicação do porquê dos relâmpagos saindo do chão e matando as pessoas foi meio maçante, mas válida pelo contexto da história.
Eu ousaria dizer que a melhor história da edição foi Expresso.
Mas ainda faltam uma meia-dúzia de coisas para a obra de Alexandre Soares me ganhar por completo.
Tem o caso da arte, eu não me importo tanto com isso, mas as outras pessoas podem não pensar como eu. Talvez seja o caso de conseguir um desenhista novo e passar apenas a roteirizar a coisa toda, como ocorre com a maioria das séries.
Embora o personagem Adriano seja um jovem, um tom sério permeia toda narrativa. As coisas não são bonitinhas e fofas, as pessoas sofrem e alguns não tem maiores objetivos na vida do que sobreviver.
E eu acho interessante esse clima. Passa uma idéia de realidade. Ou melhor é verossímil.
Mas ainda espero mais de Expresso, vamos ver como a história se desenvolve.
O que eu sei é que Expresso está mais para um Seinen do que um Shounen mesmo.
Pelo menos pra mim, claro!
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Rapsódia, por Fábio Sakuda ( Roteiro ) e Carlos Sneak ( Artes ).

O que eu posso dizer de Rapsódia...?
*longa pausa*
Bom, não tenho queixas por parte das artes do Carlos Sneak. O desenho dele é bonito, tanto que a capa da Ação Magazine 2 é dele.
Já comentei que não ligo tanto para traço, o que me interessa é a história sendo contada.
E nesse sentido é triste dizer que Rapsódia, para mim, é a pior história do número 2.
Primeiro, nomes escolhidos para os personagens.
"Ralph Reegampott". Jesus Cristo, de onde tu inventou esse nome, Sakuda? De boa. Representa pra mim aquele personagem de RPG de mesa que na falta de um nome melhor chutou qualquer coisa e tá legal.
E é interessante notar que não se usa durante a história o primeiro nome dele, Ralph, mas usam o termo Reegam. Até na chamada da história que está na página 3 está lá escrito Reegam.
Eu quero pensar que isso não é coisa de japa ( chamar pelo nome da família ao invés do primeiro nome ) disfarçada, porque assim: Ralph é um nome em inglês, eu sei que na Ação os nomes dos personagens puxam pra nomes comuns em português, excessões feitas a Madenka por razões óbvias.
Eu posso estar equivocado, mas chamar o protagonista de "Ralph" não vai matar ninguém. Fica até mais fácil do que pegar o sobrenome e quebrar, mas enfim isso fica a critério de vocês.
Agora, falando da história em si...
Reegam chega num pequeno povoado procurando sarna pra se coçar. Ele é recepcionado por dois garotos metidos a guardas. Depois de uma pequena confusão o pai dos garotos pega e coloca todos pra dentro.
Papo vai, papo vem, Reegam comenta dos gigantes, o pai dos garotos desconversa. Eles saem pra brincar.
Tá.
Sabem, uma coisa que sempre vi e sempre senti raiva quando lia histórias como Rapsódia, eram:
1. Ausência de maldade.
2. Ausência de coerência no cenário ou nos personagens.
É dose. O mundo medieval fantástico tem heróis, vilões, pessoas comuns, mas é isento de maldade real.
E quando o mesmo tem alguma maldade, ela beira a irrelevância. Não é maldade real, mas sim personagens excessivamente burros.
Eu já comentei isso quando critiquei aquela fanfic, "A jornada de lupe".
Qual não é o meu desgosto ao ver em Rapsódia os mesmos erros crassos dessa fanfic?
Explicando: quando Reegam e os garotos entram numa caverna aleatória, encontram o pai dos garotos com um gigante. O gigante, furioso por ter sido descoberto, vai pra cima, pega um dos meninos, sob o olhar atônito do pai.
Vocês estão acompanhando? O gigante pega numa mão um dos garotos. O garoto, coitado, deve ter no máximo uns 10 anos, é pequeno e fraco demais pro gigante.
O gigante o mataria sem esforço algum. E ele realmente os iria matar.
Não fosse o fato que o outro irmão do garoto preso saca o arco e flecha, atira contra o gigante e ele solta o irmão.
Ambos correm, deixando a caverna.
Seguinte...
SE, eu disse SE, o gigante fosse realmente mau como parecia ele matava ali o moleque. Até parece que ia esperar o outro usar o arco e flecha. O pai dos garotos não faria nada e quanto a Reegam, ele sumiu na cena.
Sumiu! Sim, sumiu!
Problema do erro não é o Reegam ter sumido, mas sim a situação em si.
Erro terrível, pelo menos pra mim, achar erro de fanfic mal-escrito numa história que se propõe ser "Épica".
Desculpa, "épica" é um termo muito forte pra essa história.
Muito forte mesmo.
Mas ok, erros existem para serem cometidos e se aprender com ele e não repetí-los.
Adiante na história, os meninos fogem, Reegam fala com o pai dos garotos e ele conta que por estar velho não tinha como vencer o gigante. Foi acertado um acordo, o pai dos meninos daria comida e água para o gigante, e o gigante não os pertubaria.
Vocês estão vendo? Então prestem atenção, o gigante não é burro.
Ele fez um acordo com o pai dos meninos, o pai dos meninos foi vencido em combate e o povoado era pequeno, só tinha o pai dos meninos de herói ali.
Ora, se o gigante quisesse avançar sobre a cidade, quebrando tudo, matando geral, nada o impediria.
Ninguém ali os salvaria.
E sabendo que o gigante não é burro, ele colocaria a população sob seu julgo. Mandaria neles, ameaçaria, mataria eles.
NUNCA, mas NUNCA que ele aceitaria um acordo desses. Pra ele aceitar uma coisa dessas teria que ter alguma coisa que o ameaçasse. Que fosse um perigo real para ele.
E esse perigo real não existia até a chegada de Reegam.
Isso senhores é um vilão burro.
Poderia ter ficado só nisso, sério, mas teve mais besteira.
Mesmo.
Depois do papo do Reegam com o pai dos meninos, o pequenino vai atrás do gigante que está na febre do rato pra catar os moleques.
Os moleques cansam, param um pouco de correr e o gigante os alcança.
Engraçado que os garotos tentam enfrentar o gigante, claro eles não conseguem nada.
Um deles toma um tapa do gigante e voa, caindo no chão.
O outro fica com o pé do gigante em cima dele, a ponto de esmagá-lo.
Vocês estão acompanhando o raciocínio? Então agora pensem.
A força de um gigante é muito maior que de um humano, isso é lógico. Os garotos são isso, garotos, pequenos, de pouca idade, como eu disse antes.
O garoto que toma o tapa do gigante cai, perde o arco e não se machuca seriamente.
Mas ei, EI, EI! O gigante agora a pouco tava querendo matar eles!
Mais, eles tiveram a audácia de levantar armas contra o gigante. Foram pra cima.
Eu não sei vocês, mas se eu fosse o gigante, não daria um tapa fraco no menino.
Daria um tapa forte.
Que aconteceu aqui? O gigante ficou com dó dos moleques?
Mas o pior foi o moleque que ficou preso debaixo do pé do gigante.
Se eu falar que o gigante fala lá umas coisas desmerecendo os moleques, chega o Reegam em cima de uma árvore, atalha com um discurso... não, um PUTA discurso contra ele...
E o guri fica ali, debaixo do pé do gigante escutando? O gigante não pisa nele, não o mata. Fica de papo com o Hullikim.
Vocês acreditariam?
Nem eu!
E o Reegam ATACA o gigante, ESQUIVA do gigante, DERRUBA o gigante.
E o gigante não pisa no moleque??? Oi, oi, planeta Terra, aqui é Lucas Silva e Silva! -q Eu estou no mundo da lua porque não estou entendendo mais nada!
Preciso contar o resto? Reegam vence o gigante, todos voltam pra casa e blablabla estamos felizes, weeee~
Cara...
Eu não sei o que dizer mais dessa história. Quando eu li coisas no blog de Rapsódia parecia legal, pela prévia tava legal também.
Eu abrir a edição e ver uma bosta merdolenta dessa, algo do nível de fanfic ruim, me doeu um bocado.
Sakuda, de boa, de boa mesmo, além de você, quantos mais leram o roteiro antes de fazerem o mangá, hein? Você, o Carlos Sneak....mais alguém?
Ninguém aí notou essa puta falha, esse puta erro na coerência não?
O Lancaster não leu isso não?
Deixou ir impresso a qualquer feita, qualquer preço e foda-se, foi isso?
Uma idéia me ocorreu agora, tu deve ter feito essa história quando era editor intocável, logo ninguém falaria que está ruim, acho eu. Brasileiro tem dessas merdas. É tu fica num carguinho um mílimetro superior, tudo que tu faz está certo, tudo que tu mostra é lindo, vai ver foi isso que aconteceu.
Não sei.
Agora, se tu não tava numa de “sou editor, riarriarriarriar~” devo pensar que a equipe da revista tá meio que cagando e andando uns pros outros, é isso? Confere produção? Eles são um grupo, mas é cada um por si e Deus por todos? (claro, exceto pra aqueles que forem ateus! ).
Se for isso mesmo, então só lamento pra Ação Magazine!
Por quê esse “Seja o novo!” de vocês tá cheirando mais velho que um múmia!
Até o número 3, senhores!

quarta-feira, 7 de março de 2012

A Nova DC: Os 52 Títulos do "Reboot" q Zerou Todas as Séries (e como ficará no Brasil)....

No geral, esse "Reboot" pode ser considerado um retrocesso (a nível criativo) pro mercado editorial de Hq's. Pois essa investida da DC nada mais é do q um atestado da falta de idéias e criatividade (q assola tbm a Marvel, diga-se de passagem). Depois de várias "Crises" e mega-sagas visando consertar furos cronológicos, a DC resolveu zerar tudo de uma só vez: recontando origens e mudando o visual de alguns personagens (mais do mesmo)... basicamente vcs verão as mesmas histórias contadas e recontadas pela enésima vez - só adotando um visual + "moderninho" (pra atrair os leitores da nova geração)!!!

Qdo eu falo em "retocesso pro mercado editorial".... eu me refiro ao fato de q isso já foi feito há 15 anos atrás no famigerado evento: "Heróis Renascem", no qual a Marvel resolveu recomeçar do zero e recontar as origens de alguns de seus principais heróis (Vingadores, 4F, Cap. América, e Homem de Ferro) - foi um fracasso total de público e crítica.  Curiosamente 2 dos artistas daquela época são os mesmos envolvidos agora nesse projeto da DC: Jim Lee e Rob Liefeld (considerado pela maioria dos leitores: o pior artista da atualidade)!!!

Ou seja: é como se estivéssemos de volta aos anos 90.... onde o VISUAL importava mais q o conteúdo. Mas a DC deve ter ficado feliz com a mudança, pois as vendas aumentaram consideravelmente (elevando a DC ao topo do ranking de vendas) - e pra editora é isso q vale!!!
 
Mas é claro q peneirando bem.... tem algumas séries bem interessantes e q merecem uma conferida : "Monstro do Pântano", "Homem-Animal", "Justice League Dark", "Lanternas Vermelhos" (com arte de Ed Benes), "All Star Western", "Resurrection Man",  e "Batwoman".... essas são minhas favoritas e q eu acho q mantiveram um bom nível de equilíbrio entre roteiro/visual!!!

Naturalmente o "Monstro do Pântano" está num patamar mto inferior à série clássica de Alan Moore (anos 80), mas ainda assim poderá agradar aos fãs do elemental - q estava há anos sem ter uma revista própria. Já o "Homem-Animal" manteve o mesmo estilo de sua fase consagrada dos anos 80 (tanto em texto qto na arte q emula o traço clássico)... e de tudo q eu li, é disparada a q considero melhor!!!

"Batwoman".... se manteve praticamente igual (inclusive com o mesmo excelente artista: J.H. Williams III). Só q as cenas de lesbianismo da personagem agora estão bem mais ousadas do q antes - essa vai dar o q falar, rs!!! Do universo do Batman, é a q eu + gostei (achei até melhor q as principais  revistas do morcego)!!! Os "Lanternas Vermelhos" tbm achei mais interessantes q a série principal do Lanterna Verde (q foi descaracterizado e virou um bobo-alegre q nem no filme).... mas a série dos vermelhos é boa e com arte espetacular do brasileiro Ed Benes!!!
 
A "Liga da Justiça" (capa q abre esta matéria).... é uma das + fracas dessa safra. Com texto bem "bobinho" lembrando mto o seriado animado da TV e suas frases de efeito pomposas do tipo: "Renda-se, vilão" ou "Vc pagará caro pelos crimes q cometeu" (entre outras asneiras e clichês do tipo). 

Mas pra compensar.... a "Liga Sombria" (Dark) ficou ótima: um texto e diálogos + adultos e bem mais carregada na violência (com uma impactante cena de atropelamento múltiplo em suas primeiras edições - um dia eu ainda posto essa imagem numa prévia aqui)!!!

De todas as revistas... a PIOR de todas é sem dúvida: "Rapina e Columba" (de Rob Liefeld). Com péssimos desenhos e repleta de erros de continuidade na mesma história. O "artista" esquece vários elementos importantes de um quadrinho pro outro (e erra  feio na anatomia e no figurino dos personagens).  É uma bosta (com o perdão da expresão) q só colabora pro aumento da fama de Liefeld no topo do ranking dos piores artistas da atualidade!!!  
 
No Brasil.... a Panini já confirmou q irá zerar as revistas atuais, criar novos títulos, e reformular os mixes!!! Um dos editores comentou via Twitter q nem todos os 52 títulos serão publicados aqui (atualmente temos cerca de 36 séries saindo regularmente e dificilmente essa quantidade será ampliada - até pq, o nosso mercado não comporta tudo q sai lá fora)!!!

Segundo o editor (q não confirmou nada ainda, mas apenas deu uma idéia de como ficariam as revistas:

O Batman continuaria tendo 2 revistas pra comportar todas as suas séries: "Batman", "Detective Comics", "Dark Knight", "Asa Noturna", "Batman & Robin", "Batwoman", "Mulher-Gato", "Batgirl", e "Renegados"!!! O Super e Lanterna continuariam com 1 revista cada, pras séries: ("Superman", "Action Comics", "Superboy", "Supergirl).... e ("Lanterna Verde", "Tropa dos Lanternas", "Novos Guardiões", e "Lanternas vermelhos")!!!
 
A Liga teria 1 ou 2 revistas pras séries: "Liga da Justiça", "LJ Internacional", "Mulher-Maravilha", "Flash", "Aquaman", "Arqueiro Verde", "Gavião Negro", "DC Apresenta", entre outras.... Foi mencionada tbm uma possível revista jovem/teen com: "Titãs", "Rapina e Columba", "Besouro Azul", e "Legião dos Super-heróis"!!!

Mas a q eu + achei interessante é uma revista adulta pras séries: "Liga Sombria", "Monstro do Pântano", "Homem-Animal", "Resurrection Man", e "Demon Knight" (estrelada pelo demônio "Etrigan"). Se fizerem mesmo uma revista assim: será ótimo!!!

Confira + Capas e Imagens aqui: "SUBMUNDO HQ" - e a NOVA DC!!!

Até+
 
 
 

terça-feira, 6 de março de 2012

Quer participar do ClockCast?

Você que acompanha o nosso podcast gostaria de participar de uma das edições? Pois estamos com vagas abertas para aqueles que estão interessados. Vá em nosso campo de contato e nos diga sobre quais assuntos você entende para que possamos montar as pautas e sua disponibilidade de horários para a gravação. Se você entender de tokusatsus melhor (estou com dificuldades de reunir pessoas pra falar de Kamen Rider Fourze, o foguetinho está com muita moral), mas outras áreas de conhecimentos serão muito bem vindas.

Ah, falando em Clockcast, já participou da nossa promoção pra ganhar uma camiseta de graça? Aproveite que logo ela vai chegar ao fim.